About Zander Catta Preta

Sou Zander Catta Preta.<br /><br />Estou na quinta década de vida, carioca, desterrado em São Paulo. Conto as histórias que vivi como se fosse de outrem. E as histórias dos outros como se fossem minhas. Revelo o patético, o humano, o carnal das relações mais inocentes.<br /><br />Eu era alguém até ontem. Desde o nascimento fui diveresas pessoas, personagens, criaturas. Fato é que não quero ser coisa alguma. Estou sendo. Sou transitório, imperene, diáfano e efêmero.<br /><br />Quem eu sou? Um mistério em um livro aberto. Uma farsa, um travesti pós-moderno. Cobro em euros e dizem que eu beijo bem. Carla Bruni que o diga...<br /><br />Mas não sou feito de razões. Estas eu deixo para pagar as minhas contas. O que tenho para o mundo é minha veia aberta, o meu core sangrado e exposto.<br /><br />Ou não.

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    Você, agora, deve ensinar o seu pai. Lhe mostre que ainda é filho. Para que ele não tenha medo de ser pai. Para que ele perca um medo ainda maior: o de ter deixado de ser seu pai.
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    Mas tudo isso que ele dizia era como o chifre do caracol: nascia só da boca. Pois, no escondido da noite, ele sonhava visitar aquelas luzes do lado de lá. Calcava o sonho, matava a viagem ainda no ovo da fantasia.
    Note: que livro!
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    por isso que visitará estas cartas e encontrará não a folha escrita mas um vazio que você mesmo irá preencher, com suas caligrafias. Como se diz aqui: feridas da boca se curam com a própria saliva. Esse é o serviço que vamos cumprir aqui, você e eu, de um e outro lado das palavras. Eu dou as vozes, você dá a escritura. Para salvarmos Luar-do-Chão, o lugar onde ainda vamos nascendo. E salvarmos nossa família, que é o lugar onde somos eternos.
    Note: uau
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    Mas a era das massas pode ter ficado para trás e, com ela, a era da medicina de massas. À medida que soldados e trabalhadores humanos dão lugar aos algoritmos, pelo menos algumas elites podem chegar à conclusão de que não vale a pena prover condições de saúde melhores, ou de mesmo padrão, para massas de gente pobre e inútil; essas elites estão mais propensas a concentrar seus esforços em fazer o upgrade, acima da norma, de um número reduzido de super-humanos.
    Note: brasil, amanhã
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    No século XX a medicina beneficiava as massas porque aquele século abrigou a era das massas. Os exércitos do século XX precisavam de milhões de soldados saudáveis, e a economia precisava de milhões de trabalhadores saudáveis. Consequentemente, os Estados criaram serviços de saúde públicos para assegurar a saúde e o vigor dos cidadãos. Nossas maiores conquistas médicas foram a provisão de instalações higiênicas para as massas, as campanhas de vacinação em massa e a superação de epidemias em massa. Em 1914, a elite japonesa tinha interesse em vacinar os pobres e construir hospitais...
    Note: brasil, hoje